A População da Diocese de Guajará-Mirim

Indígena Afrodescendentes Seringueira Ribeirinha Boliviana Migrante

A população Indígena

Os índios eram, em 1932, cerca de 30.000. Hoje são apenas uns 4.000, vítimas do avanço dos seringalistas, seringueiros, garimpeiros, madeireiros e outros. É necessário um ato penitencial para pedir perdão dos erros cometidos contra a vida e a cultura dos nossos irmãos indígenas. Se existem ainda centenas de índios em nossa Diocese, cujo número aumenta constantemente, nós o devemos à atuação de Dom Rey, Dom Roberto, Dom Geraldo e de muitos colaboradores. 

 

Entrevista da revista das CEBs sobre Eva Canoé

QUADRO DEMONSTRATIVO DA SITUAÇÃO INDÍGENA NA DIOCESE

Terra Indígena

Município

Acesso

População

Povos

Lage

G.Mirim

Terrestre

350 

Oro Wari

Ribeirão

N. Mamoré

Terrestre

208 

Oro Wari

Rio Negro Ocaia

G.Mirim

Fluvial

500 

Oro Wari

Pacaas Novos

G.Mirim

Fluvial

981 

Oro Wari e alguns

Canoé e Macurap

Sagarana

G.Mirim

Fluvial

240 

Oro Wari, Canoé,

Macurap, Salamãi,

Cujubim, Aruwa

Rio Guaporé

G.Mirim

Fluvial

450 

Macurap, Jabuti,

Cujubim, Canoé,

Aruá, Tupari, Ajurú,

Massaká, Arikapú,

Oro Nao’

Uru Eu Wau Wau

Guajará Mirim

 

São Francisco

São Miguel

 Seringueiras

Fluvial e terrestre

  67 

Oro Win,

Uru Eu Wau Wau,

Oro Wari

Índios sem contato

Karipuna

N. Mamoré

Terrestre

10  

Cassupá, Salamãi

Massaco

S. Francisco

Fluvial

 60 

Índios sem contato

Igarapé Omerê

Corumbiara

Terrestre

 10 

Canoé, Akuntsu

A atuação da diocese e do CIMI visa fortalecer a autonomia dos povos indígenas, e dessa forma assegurar a sobrevivência física e cultural desses povos.

Protesta indígena na Funai, de Guajará Mirim, Janeiro 2006.

Na área da saúde, o Dr. Gil de Catheu formou dezenas de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) hoje presentes nas 22 aldeias da região de Guajará-Mirim e realizou atendimento médico periódico nestas aldeias, trabalho hoje retomado pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde), responsável pela saúde indígena.

 

 

O Doctor Gil, em Porto Murtinho, em Novembro de 2005.

 

A Pastoral da Criança iniciou um trabalho de acompanhamento das crianças de 0 a 5 anos em parceria com os AIS e a Funasa.

Indígena oro Wari da AI  Sagarana.

Na área da educação, a Diocese apóiou o trabalho de Dom Roberto, que elaborou um livro de história bíblica, outro de mitos do povo Oro Wari e também material didático para os professores indígenas alfabetizarem na própria língua.

Dom Roberto com crianças de Sagarana.

Muitos povos ficaram esquecidos e hoje ressurgem reivindicando sua identidade e o seu território tradicional, como os puroborás, em Seringueiras, e os Miquelenos, de Porto Murtinho, em São Francisco do Guaporé.

 

Indígenas puroborá e miquelenos reunidos em assembléia em Porto Murtinho.

 

 

 

Em Rondônia existem 09 povos sem contato, dos quais 5 nesta Diocese.

Área Indígena Massako, no Rio Branco. onde mora um povo sem contato.